Novas obras no pontilhão, que terá uma das faixas aberta em 15 dias, consomem R$ 13,9 milhões e só terminarão em maio do ano que vem
Dois dos principais problemas viários em Minas Gerais estão na mira do Ministério Público Federal (MPF). O Viaduto Márcio Rocha Martins, substituto do Viaduto das Almas, na BR-040, sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), é o mais novos alvo de inquérito civil público do órgão federal. No caso do elevado, a apuração tem o objetivo de levantar as razões do atraso na conclusão da obra, adiada seis vezes.
O último capítulo da longa novela envolvendo a aposentadoria do Viaduto das Almas foi o anúncio pelo Dnit, esta semana, da liberação em duas semanas de uma das faixas do novo pontilhão, que deve ser inaugurado definitivamente em maio, data estipulada nos últimos dias. A abertura da pista no sentido BH-Rio de Janeiro ocorrerá apesar do risco de desmoronamento de uma encosta às margens da pista que dá acesso ao elevado.
Motoristas que seguem do estado fluminense para a capital continuam usando o viaduto antigo, até o Dnit conseguir estabilizar os taludes nas proximidades do Viaduto Márcio Rocha Martins, concluído há um ano. O serviço demandará mais R$ 13,9 milhões aos cofres públicos, quase um terço do valor do elevado.
De acordo com o procurador da República Fernando de Almeida Martins, o MPF ainda prepara os trâmites para a abertura do inquérito que investigará o substituto para o macabro e curvilíneo Viaduto Vila Rica, construído em 1950 para ser o charme da BR-3 e por onde passam cerca de 15 mil motoristas diariamente. %u201CVamos acompanhar de perto o que há de irregular nessas obras e o porquê desse adiamento constante, que não pode acontecer. Estamos falando de vida humana%u201D, afirma. Ele ressalta que o ofício ainda será encaminhado ao Dnit informando a entrada do Ministério Público no caso.
Portal Uai - Publicado em 30/07/2010