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SINCAVIR - MG >> Frio e cruel, maníaco não se abala nem com a prisão - Outros - Notícias Início

Outros : Frio e cruel, maníaco não se abala nem com a prisão
Notícia adicionada em 26/02/2010 08:59:42

Polícia diz que caso não está encerrado e outros crimes serão investigados

Marcus Antunes Trigueiro, 32 anos, alto, de olhos claros, casado, pai de cinco filhos. Para os vizinhos, um homem comum, que não levantava qualquer suspeita. Esse é o perfil do maníaco que estuprou e matou mulheres, no ano passado, na região do bairro Industrial, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. A confirmação da identidade do maníaco aconteceu ontem com a divulgação, pela polícia, do resultado do exame de DNA que confirmou que o sêmen encontrado nos corpos de três vítimas é mesmo de Marcus.

Mas para a equipe que investigou os crimes em série, não há dúvidas de que outras duas mulheres assassinadas com as mesmas características, mas sem a confirmação técnica através de exames, também foram alvo do maníaco. Segundo o delegado Frederico Abelha, a suspeita é que o maníaco tenha cometido mais crimes.

Marcus foi apresentado à imprensa, ontem, sob forte aparato policial. Com a barba por fazer, penteado estilo topete, vestido com camisa de malha branca, bermuda surfista preta e chinelo de borracha, Marcus estava algemado nas mãos e nos pés. Durante todo o tempo em que era fotografado e filmado pelas equipes de reportagem, ele ficou de cabeça baixa e em silêncio.

O homem que agiu com crueldade e frieza contra mulheres indefesas foi encontrado escondido debaixo da cama. Na casa dele, a polícia achou o revólver usado para render as vítimas e cinco telefones celulares - dois estavam intactos e os outros queimados. Todos eram das vítimas.

A mulher dele, Rose Paula Câmara, 27, também foi presa e será investigada. Ela estava na residência do casal na hora da prisão e é acusada de receptação por estar com um dos celulares das vítimas.

Caçado pela Polícia Civil desde novembro do ano passado, Marcus Trigueiro foi indiciado pelos assassinatos de Ana Carolina Assunção, 27, Maria Helena Lopes Aguilar, 48, Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, 35, Natália Cristina Almeida Paiva, 27, e Adina Feitor Porto, 34. As cinco foram asfixiadas, após sofrerem violência sexual.

O maníaco já teve passagem anterior pela polícia e é acusado de participação no assalto que terminou com a morte de um taxista, em 2004. Em 2005, quando foi preso, ele levou um tiro na barriga. Por complicações do ferimento, desde então, passou a usar uma bolsa de colostomia. No fim do ano passado, ele foi baleado novamente, desta vez na perna, ao fugir de uma blitz.

Por volta de 13h30, ele foi levado para o Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp), no bairro São Cristovão.

Famílias

Mistura de dor e alívio com a prisão
A dor pela certeza de que não há mais volta é compartilhada por cada uma das famílias das mulheres assassinadas pelo maníaco de Contagem.

Porém, a prisão do pintor Marcus Antunes Trigueiros e a comprovação de ser ele o responsável pelas mortes em série trouxe um pouco de alívio aos pais, irmãos, filhos e amigos das vítimas.

Para a psicóloga Euzana Menezes, 52, mãe da comerciante Ana Carolina, saber que o homem que tirou a vida de sua filha foi preso trouxe a esperança de que a justiça será feita. “Tinha medo disso não acontecer e nossa angústia só aumentava”.

Mesmo após a falha da Polícia Civil em identificar o corpo da estudante Natália, a mãe da jovem, Maria Aparecida Paiva, 46, disse que ainda mantinha a confiança nas investigações e na prisão do assassino.

Jornal OTempo - Publicado em 26/02/2010

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