Máquinas para todas as bandeiras e celulares com a mesma função ampliam opção de pagamento para categoria no Rio de Janeiro
Cooperativas de táxi e motoristas autônomos avaliam vantagens trazidas pelas novas formas de receber pelos serviços prestados. Pagamentos pelo celular e máquinas de cartões de crédito e débito que aceitam todas as bandeiras estão entre as novidades. De acordo com o Sindicato dos Taxistas Autônomos do Rio de Janeiro, os motoristas estão encontrando meios para agregar valor ao trabalho.
O taxista autônomo Valdenir de Jesus Faria já oferece para seus clientes a possibilidade de pagar em crédito e débito há três meses. Ele paga para a credenciadora Cielo R$ 104 por mês pelo aluguel da máquina, que só aceita a bandeira Visa, e 4,5% em cada transação efetuada. "Eu acho que é um grande atrativo. Os clientes não gostam de andar com dinheiro", afirma.
É uma forma de concorrer com as cooperativas, que ainda não oferecem a forma de pagamento. De acordo com as companhias de táxi, o custo é desvantajoso. Elas dispõem apenas da opção de cartão de crédito. Mas, em geral, a cobrança é feita por telefone e não há máquinas nos carros. "Os preços dos aluguéis são muito altos e não compensam. Sem contar que precisaria de, no mínimo, três delas em cada carro para atender a todos os cartões", afirma o diretor-presidente da cooperativa Cootramo, Marcelo Gonçalves.
Mas estes problemas estão com os dias contados. A partir de julho, a Visa, bandeira de cartões de crédito e débito, e a Cielo, única empresa que opera os sistemas de transações comerciais, serão obrigadas a acabar com o contrato de exclusividade. As máquinas que passam cartões deverão aceitar todos as bandeiras. Especialistas consultados acreditam que, dessa forma, o mercado abrirá espaço para novas empresas. E a competitividade entre elas trará preços mais baixos.
Solução de pagamentos por celular, criada pela Redecard no início do ano passado, a Phoneshop Capitura já é utilizada por mais de 11 mil profissionais autônomos de diversas áreas em todo o Brasil. O profissional precisa apenas comprovar sua profissão e ter uma conta corrente no próprio nome. O custo pelo serviço é bem menor. Além de pagar pela transmissão de dados pela internet, que custa de R$ 0,05 a R$ 0,07, o profissional sofre desconto de cerca de 3% do valor do pagamento. Para a credenciadora, esta é a nova aposta do mercado. "O benefício é indiscutível. A certeza de que irá receber por serviços já traz conforto", disse o diretor de produtos de captura da Redecard, Emerson Duran.
Fonte: Jornal do Brasil, Marta Nogueira, 30/01/2010.